Processos para o tratamento de efluentes na mineração

As atividades industriais que sinalizam mais impactos ao meio ambiente, de acordo com a Organização dos Estados Americanos (OEA), são a mineração e a metalúrgica, devido as atividades de beneficiamento, tratamento, manejo e geração de resíduos que envolvem os processos relacionados a esses setores.

Existem diversos processos de mitigação para conter/frear os danos causados ao meio ambiente, com variações em sua eficiência. Pelo manuseio de uma infinidade de produtos, efluentes, gases e materiais são diversos os danos causados à natureza, os mais comuns danos causados pelos processos e soluções seguem a seguir.

A Lavra, que produz poeira, ruídos, contaminação dos solos por metais pesados, radioatividade, alterações na biodiversidade e outros impactos negativos. As formas de mitigação voltadas para impactos ambientais gerados durante a lavra podem ser: o abatimento de poeiras, neutralização, atrição, tratamento do solo/sub solo, recuperação de áreas degradas, dentre outras abordagens.

Saiba mais sobre os impactos ambientais negativos provocados pela Mineração

Impactos Ambientais negativos provocados pela Mineração

No Beneficiamento e Metalúrgica, os danos mais comuns estão relacionados à emissão de efluentes líquidos e sólidos, resíduos orgânicos, gases, aerossóis e a disposição de rejeitos sólidos. Esses danos podem ser mitigados aplicando a coagulação, sedimentação e espessamento de efluentes, adsorção em resinas de troca iônica, flotação, extração de solventes e outros métodos.

Um dos maiores contaminantes do ambiente são a liberação de efluentes líquidos dentro dos processos existentes nas atividades das mineradoras e metalúrgicas. Esses efluentes, na maioria dos casos, contêm sólidos em suspensão e uma variada gama de reagentes. No caso do carvão, o efluente é conhecido como água preta e contém sólidos finos/ultrafinos, óleos e vários íons.

Para o tratamento desse efluentes são orientadas medidas, como: a remoção de íons, metais pesados, sólidos suspensos, amônia e nitratos; tratamento de grandes volumes de águas subterrâneas e águas de minas contaminadas com baixas concentrações de metais pesados dissolvidos; controle de emissões radioativas e das que contenham cianetos, derivados de arsênio, mercúrio e substâncias orgânicas; separação de óleos emulsificados ou não; recuperação de solventes orgânicos e remoção e tratamento de lodos, colóides e ultrafinos depositados em bacias ou na forma de suspensão.

Não se pode esquecer que as formas de tratamento devem ser viáveis economicamente, simples e eficientes e que o objetivo final pode ser variado, como o tratamento do efluente ou resíduo para disposição em algum corpo de água ou extração de resíduos que ainda podem ser reaproveitados.

Dentro dos processos de tratamento podemos destacar a bacia de decantação, tratamento físico, tratamento físico-químico, processo de sorção, carvão ativado, materiais alternativos (microrganismos, tecidos vegetais, materiais industriais, etc.), processo de biossorção de íons, flotações, drenagens ácidas de minas, controle de metais pesados por plantas, microrganismos e substratos orgânicos, entre outros.

As indústrias buscam então, por meios tecnológicos, mitigar os efeitos nocivos ao meio ambiente presentes nos seus processos de beneficiamento e produção, se adequando as legislações vigentes e tendo melhor aceitação no mercado.

A escolha do processo de mitigação de danos requer um estudo minucioso para avaliar o método e processo que seja mais eficaz para a indústria, quanto a emissão de efluentes líquidos a precipitação/sedimentação não se mostra eficiente quando o objetivo é se enquadrar à legislação, a flotação e sorção têm se mostrado como boas alternativas, o reaproveitamento de resíduos, também, mostra um horizonte de possibilidades para economia nos processos de obtenção de matéria prima e na mitigação de danos ambientais.


Autor

Elizeu Vasconcelos
Consultor Ambiental